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quarta-feira, 28 de julho de 2010

TIARAS...ONDE COMEÇOU?


Quem de nós já não ficou completamente paralisada perante a uma noiva deslumbrante e com essa noiva uma tiara de encher os olhos de lágrimas?? Por trás dessa moda existe é claro uma histórinha......Nos dias de hoje, têm-se presenciado uma volta ao uso das tiaras em casamentos. As tiaras de casamento atuais são desenhadas e confeccionadas de maneira a permitir que a noiva transmita um ar de realeza e encantamento na cerimônia de casamento. As tiaras atualmente saíram do círculo exclusivo em que estiveram por tanto tempo e são acessíveis a todas as mulheres.Confeccionadas em ouro, prata e platina e nos mais variados estilos e designs, podem ser decoradas ainda com pérolas, diamantes, cristais ou outras gemas para aumentar seu brilho e glamour.Foram os egípcios que nos legaram os mais antigos exemplares de tiaras já encontrados. As coroas usadas pelos faraós e sacerdotes egípcios eram ostentosas e magníficas, mas as tiaras usadas pelas princesas no antigo Egito eram delicadas, confeccionadas a partir de fios de ouro ou prata e a inspiração vinha das formas natureza.

As tiaras, ao tempo dos antigos gregos e romanos eram de início, simples fitas de tecido atadas em volta da testa ou mais acima, na cabeça e eram usadas por homens e mulheres das camadas mais nobres da sociedade. Com o tempo, as fitas de tecido passaram a ser adornadas com pérolas e gemas como rubis, diamantes e esmeraldas. Mas outro estilo de tiara também foi bastante usado pelas duas antigas culturas: tiaras feitas com folhas de louro eram dadas aos vencedores nos esportes, aos generais vencedores e aos dignitários e governantes, sendo assim um símbolo absoluto do poder da vitória. As tiaras feitas de folhas de louro foram mais tarde, substituídas por tiaras cujas folhas, imitando as do loureiro, eram feitas em ouro, prata ou metal mais simples, como o cobre. As noivas romanas costumavam usar uma tiara feita com flores de laranjeira, que simbolizava inocência e pureza.

Inspiradas na antiga Roma, as mulheres da corte napoleônica usaram tiaras como adornos para cabelos. Eram simples, simétricas e feitas em ouro e decoradas com imitações de folhas de louro ou da oliveira. A restauração da dinastia Bourbon, depois da queda de Napoleão Bonaparte, deu ensejo a jóias extravagantes na corte francesa, e as tiaras passaram a ser bem mais elaboradas no design e ricamente decoradas com gemas.

No século XIX, os joalheiros ingleses se sobressaíram no design e na confecção das mais bonitas tiaras e também foi a partir desse século que a tiara passou a ser associada a casamentos, como adorno principal nos cabelos de uma noiva.

Durante a década de 1840, a rainha Vitória levou a Inglaterra a uma época de prosperidade e riqueza. Também próspera, a França viu o chamado Segundo Império começar, com a coroação de Napoleão III em 1852 e o surgimento de uma nova era de glamour na alta sociedade parisiense. Em toda a Europa, a vida nas cortes floresceu e jóias magníficas se tornaram moda.

A aristocracia russa levou a extravagância européia a um nível mais alto nas últimas décadas do século XIX, mostrando as jóias mais luxuosas vistas nas cortes reais. Joalheiros de São Petersburgo e de Paris confeccionaram maravilhosas tiaras para a czarina, princesas e arquiduquesas.

Durante a primeira década do século XX, as tiaras se tornaram o principal adorno feminino nas altas classes da Europa. Para a coroação dos reis ingleses Eduardo II em 1902 e Jorge V em 1911, foram feitas novas tiaras para as ocasiões. E, na Ópera de Paris, aconteciam eventos conhecidos como “noites da tiara”, onde as senhoras da alta-sociedade disputavam a atenção com suas tiaras de designs cada vez mais elaborados.

Durante a Primeira Guerra Mundial, as tiaras voltaram a ser simples e começaram a dar lugar às aigrettes, mas mesmo com as grandes mudanças sociais e econômicas advindas com o conflito, as tiaras sobreviveram no gosto feminino. Para harmonizarem com os novos cortes de cabelo das décadas de 20 e 30 do século passado, foram criados novos designs de tiaras. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, entretanto, o revival das tiaras teve um fim e, desde então, nunca mais adquiriu seu antigo status proeminente.

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